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quarta-feira, julho 06, 2016


Extero-gestação, já ouviu falar?


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Segundo algumas teorias, a gestação não acaba quando o bebê nasce. Existe ainda um período de transição entre a vida uterina e o meio externo.


Os bebês humanos estão entre os mais indefesos de todos os mamíferos. Por causa do maior tamanho do cérebro e do fato de que o tecido nervoso necessita de mais calorias para se manter que qualquer outro, grande parte do alimento ingerido é gasto em prover nutrição e calor para as células nervosas. Mais significante é o fato de que nossos bebês necessitam nascer mais cedo do que deveriam, com seus cérebros ainda não totalmente desenvolvidos. Se o bebê humano nascesse já com o sistema nervoso central amadurecido, sua cabeça não passaria pela pelve estreita da mãe no momento do parto. Ao contrário de outros mamíferos, como girafas e cavalos, o recém-nascido humano é incapaz de andar por um longo período após o nascimento, porque lhe falta o aparato neurológico maduro para tanto. O custo primal de ter um cérebro grande é que nossos filhotes nascem extremamente dependentes e em necessidade constante de cuidado.

O crescimento do nosso cérebro após o nascimento é mais rápido do que o de qualquer outro mamífero e segue neste ritmo por 12 meses.

A seleção natural demanda que pais humanos cuidem de seus filhos por um longo período e que os filhos dependam dos pais. Esta necessidade mútua traduz-se em um estado emocional chamado “apego”.

Em algumas culturas, como na tribo !Kung, bebês raramente choram por longos períodos e não há sequer uma palavra que signifique “cólica”. As mães carregam os bebês junto ao corpo, com um aparato semelhante a um “sling”, mesmo quando saem para a colheita. A relação mãe-bebê é considerada sacrossanta, eles permanecem juntos o tempo todo. O bebê tem livre acesso ao seio materno e vê o mundo do mesmo ponto de observação que sua mãe.
Nossa cultura ocidental não permite um estilo de vida idêntico ao de tribos primitivas, mas podemos tirar lições valiosas sobre como ajudar nossos bebês na adaptação à vida extra-uterina.
Nos primeiros 3 meses de vida, o bebê humano é tão imaturo que seria benéfico a ele voltar ao útero sempre que a vida aqui fora estivesse difícil.

É preciso compreender o que o bebê tinha à sua disposição antes do nascimento, para saber como reproduzir as condições intrauterinas. O bebê no útero fica apertadinho, na posição fetal, envolvido por uma parede uterina morninha, sendo balançado para frente e para trás a maior parte do tempo. Ele também estava ouvindo constantemente um barulho “shhhh shhhh”, mais alto que o de um aspirador de pó (o coração e os intestinos da mãe).

A reprodução das condições do ambiente uterino leva a uma resposta neurológica profunda “o reflexo calmante”. Quando aplicados corretamente, os sons e sensações do útero têm um efeito tão poderoso que podem relaxar um bebê no meio de uma crise de choro.

Os 5 métodos para acalmar um bebê até 3 meses de idade são extremamente eficazes SOMENTE quando executados corretamente. Sem a técnica correta e o vigor necessário, não adiantam em nada.


Teoria da Extero-Gestação

1. Pacotinho ou casulo (embrulhar o bebê apertadinho)

A pele é o maior órgão do corpo humano e o toque é o mais calmante dos cinco sentidos. Embrulhadinho, o bebê recebe um carinho suave. Bebês alimentados, mas nunca tocados, freqüentemente adoecem e morrem. Estar embrulhadinho não é tão bom quanto estar no colo da mãe, mas é um ótimo substituto para quando a mãe não está por perto.
Bebês podem ser embrulhados assim que nascem. Apertadinhos, de forma que não mexam os braços. Eles se sentem confortáveis, “de volta ao útero”. Bebês mais agitados precisam mais de ser embrulhados, outros são tão calmos que não precisam.
Se o bebê tem dificuldade para pegar no sono, pode ser embrulhado apertadinho, não é seguro colocar um bebê para dormir com um cueiro solto. Não permita que o cueiro encoste no rosto do bebê. Se estiver encostando, o bebê vai virar o rosto procurando o peito, ao invés de relaxar.
Todos os bebês precisam de tempo para espreguiçar, tomar banho, ganhar uma massagem. 12-20 horas por dia embrulhadinho não é muito para um bebê que passava 24 horas por dia apertadinho no útero. Depois de 1 ou 2 meses, você pode reduzir o tempo, principalmente com bebês tranqüilos e calmos.

2. Posição de Lado

Quanto mais nervoso seu bebê estiver, pior ele fica quando colocado sobre as costas. Antes de nascer, seu bebê nunca ficou deitado de costas. Ele passava a maior parte do tempo na posição fetal: cabeça para baixo, coluna encolhida, joelhos contra a barriga. Até adultos, quando em perigo, inconscientemente escolhem esta posição.
Segurar o bebê de lado ou com a barriga tocando os braços do adulto ajuda a acalmá-lo (a cabeça fica na mão do adulto, o bumbum encostado na dobra do cotovelo do adulto, com braços e pernas livres, pendurados). Carregar o bebê num sling, com a coluna curvada, encolhidinho e virado de lado, tem o mesmo efeito. Atualmente especialistas são unânimes em dizer que bebês NÃO DEVEM SER POSTOS PARA DORMIR DE BRUÇOS, pelo risco de morte súbita.
O bebê não sente falta de ficar de cabeça para baixo, como no útero, porque na verdade o útero é cheio de fluido e o bebê flutua, como se não tivesse peso algum. Do lado de fora, sem poder flutuar, virado de cabeça para baixo, a pressão do sangue na cabeça é desconfortável.

3. Shhhh Shhhh – O som favorito do bebê

O som “shhh shhh” é parte de quem somos, tanto que até adultos acham o som das ondas do mar relaxante. Para bebês novinhos, “shhh” é o som do silêncio. Ele estava acostumado a ouvir tal som 24 horas por dia, tão alto quanto um aspirador de pó. Imagine o choque de um bebê acostumado a tal som o tempo todo chegando a um mundo onde as pessoas cochicham e caminham na ponta dos pés, tentando fazer silêncio!
Coloque sua boca 10-20 cm de distância dos ouvidos do bebê e faça “shhh”, “shhh”. Aumente o volume do “shh” até ficar tão alto quanto o choro do bebê. Pode parecer rude tentar “calar” um bebê choroso fazendo “shh”, mas para o bebê, é o som do que lhe é familiar.
Na primeira vez fazendo “shhh”, seu bebê deve calar após uns 2 minutos. Com a prática, você será capaz de acalmar o bebê em poucos segundos. É ótimo ensinar isso aos irmãos mais velhos, que adorarão poder ajudar e acalmar o bebê.
Para substituir o “shhh”, pode-se ligar:
– secador de cabelos ou aspirador de pó
– som de ventilador ou exaustor
– som de água corrente
– um CD com som de ondas do mar
– um brinquedo que tenha sons de batimentos cardíacos
– rádio fora de estação ou babá eletrônica fora de sintonia
– secadora de roupas ligada com uma bola de tênis dentro
– máquina de lavar louças
O barulho do carro ligado também acalma a criança.

4. Balanço

“A vida era tão rica no útero. Rica em sons e barulhos. Mas a maior parte era movimento. Movimento contínuo. Quando a mãe senta, levanta, caminha e vira o corpo – movimento, movimento, movimento.” (Frederick Leboyer, Loving Hands)
Quando pensamos nos 5 sentidos – visão, audição, tato, paladar e olfato – geralmente esquecemos o sexto sentido. Não é intuição, mas a sensação de movimento no espaço.
Movimento rítmico ou balanço é uma forma poderosa de acalmar bebês (e adultos). Isso porque o balanço imita o movimento que o bebê sentia no útero materno e ativa as sensações de “movimento” dentro dos ouvidos, que por sua vez ativam o reflexo de acalmar.
Como balançar ?
1. Carregando o bebê num “sling” ou canguru;
2. Dançando (movimentos de cima para baixo);
3. Colocando o bebê num balanço;
4. Dando tapinhas rítmicos no bumbum ou nas costas;
5. Colocando o bebê na rede;
6. Balançando numa cadeira de balanço;
7. Passeando de carro;
8. Colocando o bebê em cadeirinhas vibratórias (próprias para isso);
9. Sentando com o bebê numa bola inflável de ginástica e balançando de cima para baixo com ele no colo;
10. Caminhando bem rapidamente com o bebê no colo.
Quando balançar o bebê, seus movimentos devem rápidos mas curtos. A cabeça do bebê não fica sacudindo freneticamente. A cabeça move no máximo 2-5 cm de um lado para o outro. A cabeça está sempre alinhada com o corpo e não há perigo de o corpo mover-se numa direção e cabeça abruptamente ir na direção oposta.

5. Sucção

No útero, o bebê está apertadinho, com as mãos sempre próximas ao rosto, sugando os dedos com freqüência. Quando nasce, não mais consegue levar as mãos à boca. A sucção não-nutritiva é outra forma de acalmar o bebê. A amamentação em livre demanda não é recomendada somente para garantir a nutrição do bebê e a produção de leite da mãe, mas também para suprir a necessidade de sucção não-nutritiva. Alguns especialistas orientam às mães a darem chupetas para isso, mas ainda que a chupeta seja oferecida ao bebê, não deve ser introduzida nas 6 primeiras semanas de vida, quando a amamentação ainda está sendo estabelecida. Há sempre o risco de haver confusão de bicos e o bebê sugar o seio incorretamente.
É importante lembrar que o bebê nunca chora à toa. O choro nos primeiros meses de vida é a única forma de comunicar que algo está errado. Ainda que ele esteja limpo e bem alimentado, muitas vezes chora por necessidade de aconchego e calor humano. Por isso, falar que bebê novinho (recém nascido até 3 meses ou mais) faz manha (no sentido de chorar para manipular “negativamente” os pais) não tem sentido, bebês novinhos simplesmente não tem maturidade neurológica para tanto.

Bibliografia:
The Happiest Baby on the Block, Dr. Harvey Karp, Bantam Dell, 2002. New York.
Our Babies, Ourselves: How Biology and Culture Shape the Way We Parent, Meredith F. Small, Anchor Books, 1998. New York.




sexta-feira, julho 01, 2016


A Trombofilia na gravidez


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Olá gente,

Para inaugurar a mudança do blog, hoje vou falar sobre um probleminha que tive na gravidez do Lorenzo, na verdade tudo começou no pós-cesárea da Sofia, venha trazer informações sobre Tromboflebite, mas precisamente sobre Trombofilia, uma doença silenciosa que afeta muitas gestantes.

Eu tive uma Tromboflebite, uma trombose venosa na veia superficial, graças a Deus que veio com sintomas e na coxa, senti ardência e como se fosse mordidinhas na coxa e a veia começou inchar, liguei pro meu GO que já sabia do que se tratava e então logo comecei tomar Enoxaparina (anticoagulante), tive no pós-cesárea da Sofia e no inicio da gravidez do Lorenzo e foi a gravidez inteira levando injeções diárias, então no total foram mais de 200 injeções .

Nessa postagem vou falar mais sobre Trombofilia, que é a condição orgânica que favorece uma predisposição maior para desenvolver trombos, e pode ser herdada ou adquirida.


A trombofilia começou a ser estudada em 1856 quando um patologista alemão levantou uma hipótese para explicar a patogênese da trombose. Ele sugeriu que existiam três causas primárias de trombose arterial e venosa: estase, lesão nas paredes dos vasos e anormalidades na circulação sanguínea. Depois disso, muitos pesquisadores estudaram o assunto, mas só em 1965 um físico norueguês observou a associação da deficiência da antitrombina com a tromboembolia venosa em uma mesma família. Na sequência, em 1980, outras causas de trombofilias hereditárias foram descobertas, incluindo as deficiências das proteínas C e S.

         Trombofilias adquiridas e fatores associados também vêm sendo amplamente estudados nos últimos anos, especialmente os anticorpos antifosfolipídicos e, como fator associado, a hiperhomocisteinemia.


          O sistema hemostático possui papel de suma importância no estabelecimento e manutenção da gravidez. O desenvolvimento da circulação placentária é assegurado pelas modificações estruturais das artérias espirais e por um estado de hipercoagulubilidade induzido pela própria gestação, o que resulta num aumento dos fatores pró-coagulantes e diminuição dos fatores anticoagulantes e da fibrinólise. Assim, a trombofilia (adquirida ou herdada), que por si só tem característica trombótica, pode oferecer uma série de riscos às gestantes sob esta condição, tais como perdas de repetição, óbito fetal, pré-eclâmpsia, HELLP, RCIU (retardo no crescimento intra-uterino), parto prematuro, tromboembolismo materno e outros.



As trombofilias adquiridas, bem como seus exames de sangue, são chamadas de:

– Anticoagulante lúpico; – Anticorpos anticardiolipina; – Anticorpos antifosfatidilserina; – FAN (fator antinuclear); –  Anticorpos anti- beta-2-glicoproteína 1; – Anti–fosfatidil-etanolamina;
– lipoptn (a).



As trombofilias hereditárias, bem como seus exames de sangue, são:

– Mutação do Fator V de Leiden (R506Q) ; – Mutação do gene da protrombina (fator II- G20210A);  – Deficiência da Antitrombina ; – Deficiência da proteína C ; – Deficiência da proteína S  ; – Mutação do gene da metilieno tetrahidrofolato redutase – (MTHFR) – (Variantes 677C>T e 1298A>C); – Aumento do fator VIII (estudos recentes) ; – Fator IX e XI elevados(estudos recentes); – Fator XIII (Fator XIII Val-34-Leu) – estudos recentes; – Polimorfismo no gene beta-cistationina sintetase ; – Hiperhomocisteinemia ; – Mutação PAI­‑1 675G>A (4G/5G) e 844A>G (estudos recentes)  ; – Níveis elevados do Fator de von Willebrand (F vW) – ainda em estudo.

Na gravidez, ou durante a vida mesmo, as principais manifestações clínicas das trombofilias são: trombose venosa profunda, a tromboflebite, a embolia pulmonar e o AVC (acidente vascular cerebral). A trombose venosa é uma grave complicação clínica que afeta uma em cada mil pessoas anualmente. Mas nós trombofílicas temos dúvida quanto à esses dados. Será mesmo que são 1 para mil? Temos visto que ela está cada dia mais comum. 

Hábitos como os que irei citar abaixo servem de alerta para se evitar a trombose ou qualquer outro evento trombótico mais grave:

– O uso de pílulas anticoncepcionais (principalmente as pílulas que contenham estrógeno + progesterona, chamadas de pílulas combinadas, por possuírem os dois hormônios). 

Evitem tomar esses medicamentos, mesmo que seu ginecologista o indique. Nada justifica utilizar essas medicações. Verifique com seu médico, uma forma de contracepção, que contenha, somente progesterona, onde casos e eventos trombóticos com esse hormônio natural, são de risco quase zero. Se possível, converse com seu parceiro, vejam formas, juntos, de você não usar absolutamente hormônio nenhum! Sei que isso é difícil, mas é só uma questão de adaptação.

– Pesquise em sua família e procure casos de trombofilia ou tendência à ter trombose (qualquer pessoa que tenha tido: trombose venosa profunda, a tromboflebite, a embolia pulmonar e o AVC).

– Você que possui filha adolescente e que vai levá-la ao ginecologista (sim, ela vai pedir ou a médica irá indicar anticoncepcional), converse e seja franca com ela. Nada de anticoncepcional à base de estrógeno ou combinados (estrógeno + progesterona). Independente se possui ou não casos de trombose na família. Mesmo se o ginecologista disser que a possibilidade disso acontecer “é rara”.
 Vale ressaltar que o anticoncepcional somente à base de progesterona, evita problemas como: TPM, Endometriose, etc., pois a pessoa simplesmente não menstrua mais e isso não é um problema. Além da eficácia ser a mesma e pensando pelo lado natural, nosso organismo não precisa menstruar, não é mesmo?  
A pílula com progesterona não tem pausa e é por essa razão que você não menstrua. Ela não tem efeitos colaterais de maiores preocupações, como as outras já citadas.

A revista crescer divulgou a seguinte notícia essa semana: Câmara aprova projeto que torna exame de trombofilia obrigatório pelo SUS. Não deixem de ler.

Notícia maravilhosa, mas é claro que sabemos que, após o estado de SP aprovar, o próximo passo, é o congresso fidelizar essa decisão.

– Outro fator muito importante na prevenção da trombose e outras complicações: não fumar. Elimine definitivamente o tabaco de sua vida! Ele pode aumentar suas chances de ter um distúrbios graves de coagulação sanguínea.

– Chame imediatamente o seu médico se você notar: inchaço em um de seus braços e pernas, falta de ar, ou sintomas de um acidente vascular cerebral (assimetria fácil, alterações na fala, alterações na forma de andar, confusão mental, crise convulsiva ou até mesmo o coma). Independente de estar grávida, ou não.

– Vocês devem estar me perguntando: mas e se eu descobrir a tendência à trombofilia? Independente de estar grávida ou não, procure imediatamente um hematologista. Ele será o responsável pela indicação de todo tratamento e controle pós episódio. Não se esqueça que os medicamentos, ao longo da vida, serão necessários para diluir o sangue, caso você seja diagnosticado (a).

Não posso deixar de dizer que a Trombofilia não tem cura, mas sim tratamento. Os anticoagulantes estão disponíveis pelo SUS e também pela rede privada, em qualquer farmácia, com receituário de seu médico responsável., bem como de planos de saúde (infelizmente, somente alguns).

Dados retirados do site: Trombofilia e Gestação – não deixem de visita-lo! Por lá vocês conseguem tirar todas as suas dúvidas sobre a Trombofilia e principalmente, sobre a Trombofilia e Gestação.





Caso tenham duvidas podem deixar comentários que responderei conforme eu puder.

Bjos



segunda-feira, agosto 04, 2014


Dicas para pais de primeira viagem


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Oi papais mais babões do mundo!! Hoje vamos dar apenas 20 dicas para vocês irem se acostumando com a nova vida, e as novas responsabilidades!!


1 – Durante 9 meses ela será o centro das atenções.

É bom que você vá se preparando para não se sentir isolado da gravidez. Alessandro, 33 anos, Psicólogo.

2 – Quando o bebê chegar, as atenções serão todas para ele.

Você tem duas opções: sofrer e sentir-se rejeitado ou desfrutar de seu “anonimato” e aproveitar para assistir seu futebol tranqüilo e fazer outras atividades que geralmente não consegue enquanto as visitas passam a tarde mimando seu filho. José Antônio, 40 anos, Empresário.

3 – Sua casa é pequena, não importa o tamanho dela.

E dizer o contrário à sua esposa pode ser motivo de discussão, então concorde! Henrique, 34 anos, Sociólogo.

4 – Se seus pais serão avós pela primeira vez, dê um tempo para que eles se acostumem com a novidade.

Fale para eles que não tem coisa melhor que ser avós jovens. Quando meu pai soube que seria avô, disse que era uma ótima notícia, mas ficou um tanto pensativo como eu nunca tinha visto. Só depois me contou que se sentiu como se tivesse vinte anos a mais. Daniel, 30 anos, Arquiteto.

5 – As grávidas tem o sentido do olfato mais apurado.

Parecia incrível, mas ela conseguia sentir minha cueca suja mesmo que estivesse no fundo do cesto de roupas. Portanto tente abusar da higiene pessoal. Pedro, 35 anos, Agricultor.

6 – Você será o técnico durante o curso preparatório para o parto.

Mas na hora H, o melhor a fazer é ficar quieto e deixar ela jogar a final sozinha. Eu estava tão nervoso na sala de parto que não parava de falar besteiras, até que gentilmente, minha mulher me disse para ficar quieto ou sair da sala. Artur, 37 anos, Publicitário.

7 – Esqueça os seus presentinhos. Você não poderá comprar roupas durante um ano.

Mas com certeza terá dinheiro para comprar cadeirinhas, roupinhas, brinquedos, ursinhos, etc. Carlos, 40 anos, Advogado.

8 – Se você detesta cozinhar, é melhor abastecer o freezer de congelados.

Ou reze para sua sogra se ocupar da comida. Isso será essencial para você sobreviver na primeira semana depois do parto. Luis, 40 anos, Médico.

9 – Sim, você segura o bebê de forma errada!

O melhor a fazer é segurá-lo como sua mulher faz. David, 27 anos, Camareiro.

10 – Depois de trocar a terceira fralda você sentirá como se tivesse feito isso a vida toda.

Acredite, é mais fácil do que você imagina. Sergio, 29 anos, Fotógrafo.

11 – Cuidado com a palavra “nós”.

Por exemplo, jamais diga: “nós estamos muito ocupados com os preparativos”. Sebastião, 35 anos, Empresário.

12 – Vai chegar um dia em que você se transformará no herói de seu filho.

Desfrute ao máximo, porque esta fase dura pouco. Geraldo, 47 anos, Pediatra.

13 – As contrações do parto aparecerão de uma forma repentina.

Quando ela diz que chegou a hora, não discuta! Antônio, 38 anos, Jornalista.

14 – Se alguém disser que a amamentação acabará com o seio de sua mulher,

que os bebês só comem de 4 em 4 horas e que se você for segurá-lo cada vez que chora ele ficará mimado, não acredite. É tudo mentira. Fernando, 45 anos, Arquiteto.

15 – Se organize!

Durante as primeiras semanas depois de deixar o hospital, você será o responsável pelas tarefas domésticas, farmácia, supermercado, etc. Ricardo, 33 anos, Gerente Administrativo.


16 – Você se surpreenderá…

…ao ver como você consegue “funcionar bem” dormindo tão poucas horas. Mariano, 39 anos, Técnico Audiovisual.

17 – O bebê vai preferir sua mulher por muito tempo.

Tenha paciência, chegará a sua vez de ser o preferido quando ele quiser jogar bola. João, 48 anos, Professor.

18 – Ninguém sabe porque as crianças usam tanta roupa.

Especialmente quando saem de casa para um simples passeio. Não tente entender. João Luiz, 44 anos, Técnico de Informática.

19 – É normal ficar olhando o bebê por longos períodos enquanto ele dorme.

Também é normal ficar filmando ele dormindo até que termine a fita. José, 33 anos, Administrador de Empresas.

20 – Você acabará encontrando solução para todos os problemas do seu filho.

E quando terminar, com certeza ele estará em problemas de novo. Inácio, 30 anos, Bombeiro.



21 – Você nunca se incomodará com o coco, o xixi e os vômitos de seu filho…

…mesmo que seja em cima de você. Francisco, 37 anos, Ator.

22 – Os alimentos congelados passarão a ser parte integral de sua alimentação.

Mesmo que já tenha passado 3 meses do parto. José, 24 anos, Publicitário.

23 – Prepare uma malinha para a maternidade.

Leve filmadora, máquina fotográfica, e se você puder ficar com ela no quarto, leve seu pijama e produtos para a higiene pessoal.  Afonso, 35 anos, Design Gráfico.

24 – Pelo menos durante um ano, nem pense em falar de sexo…

…será melhor que diga somente “fazer amor”. Rubens, 36 anos, Monitor Infantil.

25 – Durante a gravidez, ela vai comer como um pedreiro…

…vá se acostumando e enchendo a geladeira. Angel, 39 anos, Taxista.

26 – Evite falar demais de seu filho no trabalho…

…procure fazer isso com os amigos e parentes para evitar problemas. José Antônio, 30 anos, Administrador de Empresas.

27 – Se durante o parto ela pede para que o anestesista aplique a anestesia peridural…

…nunca pergunte se ela tem certeza. Manuel, 32 anos, Biólogo.

28 – Não importa se sua mulher geralmente é um doce…

…se ela resolver xingar durante o parto normal, provavelmente ninguém da família se salvará. Silvio, 38 anos, Decorador.

29 – Se em suas primeiras relações sexuais depois do parto sua mulher ficar nervosa…

…e com saudades do bebê, fique calmo, este comportamento não vai durar para sempre. Benito, 40 anos, Psiquiatra.

30 – Seus amigos sem filhos serão sua principal fonte de conselhos.


Os que tem filho somente levantarão os ombros e te dirão que fique tranqüilo que já vai passar. Daniel, 34 anos, Pesquisador.

31 – Uma babá não é uma enfermeira de dia…

um ginecologista, nem um pediatra. A única coisa que tem em comum entre eles é seu talão de cheques. Boris, 3 anos, Engenheiro.

32 – Se sua mulher quer que você assista o parto…

…Não vai adiantar você mudar de assunto, então se prepare. João, 31 anos, Taxista.

33 – Nem tente…

você não está capacitado para trocar os presentes sem utilidade que os amigos e parentes levaram. Alex, 44 anos, Radialista.

34 – Não tente entender as mudanças de humor durante a gravidez…

geralmente não tem motivo algum para que isso aconteça e nem elas mesmas entendem. Maurício, 36 anos, Publicitário.

35 – Você pode até experimentar o leite materno…

…mas eu te garanto que não gostará nem um pouco. André, 33 anos, Comerciante.

36 – O único peso que você poderá controlar será o seu.

Eu aconselho que controle rigorosamente, senão ganhará mais peso que ela durante a gravidez. Manoel, 32 anos, Segurança.

37 – O primeiro mês de gravidez é maravilhoso.


Depois disso, a quantidade de exames, ultra-sons, e visitas ao médico te deixarão tão ansioso que você se lembrará disso por anos. Xavier, 37 anos, Cabeleireiro.

38 - Às vezes seu filho gostará mais do papel de presente do que o seu inútil conteúdo

Guilherme, 37 anos, Farmacêutico.

39 – Não se desespere na hora do parto.

Apesar dos gritos, das caras de dor e do choro, ela conseguirá fazer seu trabalho perfeitamente. Marcos, 36 anos, Analista de Sistemas.

40 – É claro que tudo vai mudar!

Justamente esta é a principal conseqüência de ter um filho, as coisas nunca serão as mesmas. Antônio, 38 anos,

Fonte: Potencial Gestante

Dicas muito úteis para o marido rsrs, não poderia deixar de compartilhar com vocês! Comentem!




segunda-feira, janeiro 27, 2014


Violência no parto


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Saiba o que é a violência obstétrica, como preveni-la e como agir caso você seja uma vítima.




“Quando chegou o momento do parto eu gritava ‘me ajuda!’. Uma enfermeira debochava de mim e caçoava: ‘Vai lá, ajuda ela’. E todos riam”.
Silvia Moreira Gouvea, dona de casa e mãe de Davi e Daniel.

 “A médica fez uma episiotomia sem que eu soubesse e, enquanto dava os pontos, ela ia explicando para cinco alunos presentes como era o tecido do meu períneo. Me senti uma cobaia humana”.
Elisângela Alberta de Souza, esteticista e mãe de Cecilia, Pedro e Ester.

“Durante uma contração, eu baixei a perna e, sem querer, sujei o chão que o obstetra estava limpando. Em resposta, ele bateu no meu joelho”.
Cristiane Fritsch, psicóloga e mãe de Iago. 

Esses relatos que você acaba de ler são de mulheres que foram vítimas de violência no parto. Infelizmente, 25% das mulheres que tiveram filhos pelas vias naturais na rede pública e privada sofreram violência obstétrica no Brasil, de acordo com uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo.  Apesar de a pesquisa se restringir ao parto normal, a violência também pode acontecer em uma cesárea. Os abusos mais citados pelas mulheres no levantamento foram:
- Se negar ou deixar de oferecer algum alívio para a dor;
- Não informar a mulher sobre algum procedimento médico que será realizado;
- Negar o atendimento à paciente;
- Agressão verbal ou física por parte do profissional da saúde.

Tamanha animosidade está relacionada a uma fantasia que se cria acerca da futura mãe. “A figura da parturiente na nossa cultura é muito idealizada, imagina-se que a mulher será como uma Virgem Maria parindo e quando ela não corresponde a essa expectativa vem um terrível ódio”, explica a psicóloga Vera Iaconelli, diretora do Instituto Brasileiro de Psicologia Perinatal – Gerar e doutora em psicologia pela Universidade de São Paulo.

Passar por agressões é difícil em qualquer momento, mas durante o parto a situação fica ainda mais complicada. “A parturiente fica vulnerável no sentido de que está exercendo uma tarefa que não deveria ser atrapalhada por nenhuma outra questão que não fosse o próprio ato de parir. O momento requer que o entorno proteja a mulher”, conta Iaconelli.

Ainda é difícil para as vítimas compreenderem que sofreram uma violência obstétrica, já que pensam que determinados procedimentos e atitudes são comuns na hora do nascimento. “Elas não conseguem reconhecer a violência, pois já estão muito ligadas a um certo lugar da mulher na cultura. A mulher está acostumada ao corpo dela ficar muito à mercê do outro. Só na medida em que elas descobrem que o parto poderia ser de outra forma é que compreendem o que sofreram”, diz Iaconelli.

Para evitar se tornar mais uma vítima ou saber se você já sofreu algum tipo de agressão, os médicos são unânimes aos afirmar que é importante que a mulher se informe. Por isso, selecionamos os principais tipos de violências obstétricas, explicamos por que são agressões e como agir legalmente diante delas. Também apresentamos relatos emocionantes de quatro vítimas da violência no parto.



Realizar uma cesárea sem necessidade

Realizar uma cesárea sem a real necessidade e, especialmente, quando o desejo da paciente é por um parto normal é uma violência obstétrica. “Afinal sabemos que os riscos de uma cesárea são muito maiores do que o parto normal”, afirma a ginecologista e obstetra Ione Rodrigues Brum, vice-presidente da Comissão de parto, abortamento e puerpério da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).
Os principais riscos de uma cesárea são: Maior ocorrência de infecções por se tratar de uma cirurgia, maior tempo de internação hospitalar, pós-parto mais doloroso e complicações com a cicatrização. “Indicações de cesárea discutíveis são uma violência, afinal, a mulher confia naquele profissional e quando ele diz, por exemplo, que a cirurgia terá que ser feita porque o bebê está muito grande, ela acredita. O profissional que fala isso não leva em consideração que só temos certeza do tamanho do bebê depois que ele nasce”, afirma o obstetra e ginecologista Jorge Kuhn, professor do departamento de obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
Há outro pretexto frequente para a cesárea que é questionável. “O campeão é o argumento do cordão umbilical enrolado no pescoço. 30 a 40% dos bebês nascem com o cordão em volta do pescoço, o cordão é revestido por uma espécie de geleia, portanto não há o risco de enforcamento. Caso o cordão esteja muito apertado, o problema é que durante a contração pode haver um diminuição do suprimento de sangue para o bebê, por isso é importante ouvir o coração do feto constantemente”, explica a ginecologista e obstetra Melania Amorim, professora da Universidade Federal de Campina Grande.

Amarrar a mulher durante o parto

Amarrar a mulher tanto durante o parto cesárea quanto no parto normal é uma violência obstétrica. “Em uma cesárea os braços da mulher não precisam ficar presos. O que se faz é que os braços ficam como em uma cruz, mas sem amarrá-los. Dessa forma, a mulher tem a liberdade de segurar e amamentar seu filho na primeira hora de vida”, explica Kuhn.
Durante o parto normal também não é necessário amarrar as pernas ou qualquer outra parte do corpo da mulher. “A questão da imobilidade da mulher no parto natural é uma forma de garantir a passividade completa dela durante o nascimento”, argumenta a médica Simone Diniz, professora de Saúde Materna e Infantil da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

A agressão verbal e física contra a mulher

É uma violência obstétrica o profissional da área da saúde dizer frases que humilhem ou assustem a gestante. Exemplos de falas deste tipo são: “Se gritar eu paro agora o que estou fazendo e não vou te atender”, “Na hora de fazer não chorou, por que está chorando agora?” e “Se ficar gritando vai fazer mal para o seu neném, ele vai nascer surdo”. “Em geral são constrangimentos de caráter sexual, é uma forma de assedio moral”, diz Diniz. 
As frases com caráter sexual trazem significados negativos. “A sexualidade ainda está muito carregada de tabu e para a mulher fica como se o sexo e o parir tivessem algo vergonhoso e errado. Quando falam: ‘Na hora de fazer foi bom, por que você está gritando agora?’. Isso significa que a pessoa está dizendo para a parturiente: ‘Você teve  uma relação sexual e agora você tem que pagar por isso’”, explica Iaconelli. A agressão física também é uma violência obstétrica. Saiba como agir legalmente diante destas situações logo abaixo. 

Afastar por um longo tempo mãe e filho após o nascimento

Afastar por um longo período um bebê que nasceu saudável de uma mãe que também está em boas condições de saúde é uma violência obstétrica.  “O contato com a mãe desde o início tem várias vantagens, o bebê atende mais rapidamente uma estabilidade cardiorrespiratória, chora menos, tem menor chance de desenvolver hipoglicemia e maior chance de começar a mamar logo”, explica Amorim.  

Negar atendimento para a parturiente

Nenhum hospital, maternidade ou casa de parto pode negar o atendimento para a parturiente. Deixar de oferecer alívio para a dor da mulher que está em trabalho de parto também é considerado uma violência obstétrica.  “É importante oferecer antes recursos não medicamentosos para auxiliar diminuir a dor da paciente e esgotadas todas essas opções podemos dar a analgesia”, diz Kuhn.  Aplicar a analgesia na parturiente contra a vontade dela também é considerado uma violência no parto. 

Realizar procedimento médico sem o consentimento da parturiente 

É uma violência obstétrica o profissional da área da saúde não informar a mulher sobre o procedimento que será realizado. “Qualquer procedimento não concedido é uma violência, há situações em que de fato não é para o paciente decidir nada, mas não é o caso de uma parturiente, ela tem condições de decidir sobre a própria vida”, diz Amorim.
Afinal, ao realizar um procedimento desnecessário na mulher o profissional da saúde deixa de cumprir uma de suas principais funções. “O médico está ali para ajudar a mulher a fazer a melhor escolha e quando ele não cumpre essa tarefa é uma violência”, conta Iaconelli.

Realizar manobra de parto desnecessária 

A Manobra de Kristeller, que consiste em empurrar a barriga da mulher durante o trabalho de parto, ainda é realizada por alguns profissionais da saúde, mas trata-se de uma violência obstétrica. “É desnecessária e prejudicial, pois pode levar a ruptura do períneo por uma pressão muito grande e pode causar a redução da oxigenação do bebê”, conta Amorim.  

Realizar a tricotomia e a lavagem intestinal rotineiramente

A tricotomia (o corte dos pelos pubianos) e a lavagem intestinal não devem ser adotados como procedimentos de rotina e tratam-se de práticas que podem ser consideradas violências obstétricas. “Ambos os procedimentos aumentam os riscos ao invés de diminuí-los, além do desconforto que causam para a mulher, há mais chances de ocorrer infecções”, explica Diniz.

Ruptura da bolsa como procedimento de rotina

A ruptura da bolsa por parte dos profissionais de saúde não deve ser adotada como um procedimento de rotina, especialmente quando o parto está evoluindo bem. “Ao fazer isso há um aumento das contrações e também do risco de infecção”, explica Amorim.


Proibir a entrada do acompanhante no trabalho de parto, parto e pós-parto

Está garantido na Lei do Acompanhante que a gestante tem direito a um acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. Portanto, o não cumprimento disto é considerado uma violência obstétrica e é ilegal. “Há estudos que vão mostrar que a simples presença de um acompanhante afeta toda a mecânica do parto. Além disso, não permitir a entrada de alguém é uma forma de não ter uma testemunha de uma violência que pode vir a ocorrer”, conta Iaconelli.

Exames de toque em excesso

O exame de toque é importante no momento do nascimento, porém caso ele seja feito muitas vezes ou por diversas pessoas pode tratar-se de uma violência obstétrica. “Durante o trabalho de parto o ideal seria fazer dois exames, mas há situações em que é necessário fazê-lo com maior frequência”, conta Kuhn. No caso de um parto no qual a parturiente e o bebê estão saudáveis a alta frequência pode até trazer complicações. “Os exames de toque constantes e feitos por diversas pessoas, além de constrangedores, podem até levar a uma infecção”, explica Amorim.   

Proibir a mulher de escolher a posição para o parto

Não dar a liberdade para a mulher escolher a posição em que ela quer parir é uma violência obstétrica. Infelizmente, em alguns hospitais a parturiente é obrigada a ficar na posição de litotomia, deitada e com as pernas afastadas por meio de apoios, e isto não é interessante para o parto. “Essa posição é contraindicada, pois quando a parturiente está deitada há uma diminuição do sangue para o útero o que diminui as contrações”, explica Amorim.

Realizar a episiotomia como procedimento de rotina

Realizar a episiotomia (corte do períneo) como um procedimento de rotina em um parto normal, especialmente sem o consentimento da mulher, é uma violência obstétrica. Afinal, o método pode levar a complicações como infecção, hematoma, rotura do períneo, entre outras. “O ideal é que o parto seja o mais natural possível, mas há momentos em que a pratica é necessária para evitar uma laceração”, diz Brum. 

O uso rotineiro da ocitocina sintética

 A ocitocina sintética, hormônio sintético utilizado para acelerar o parto, não deve ser aplicada de forma rotineira. “O que se coloca contra é ela ser aplicada mesmo quando a mulher está bem”, conta Amorim. É preciso cuidado e supervisão ao aplicar a ocitocina, pois ela pode causar problemas. Caso o uso seja negligente, há riscos de o útero ficar extremamente contraído e de isso levar a um sofrimento fetal, de descolamento de placenta e de uma rotura uterina.


A lei ao seu lado

A mulher que foi vítima de violência obstétrica tem um respaldo legal. “É importante perceber que, mesmo não havendo na lei brasileira a definição exata da violência obstétrica, a proteção legal contra o fato violento existe e deve ser procurada pela mulher que entende ter sofrido essa violência no período perinatal”, conta a advogada Priscila Cavalcanti, especializada em direitos reprodutivos da mulher e sócia do escritório Cassab e Cavalcanti.

Quem teve o seu direito desrespeitado durante o trabalho de parto deverá reclamar junto à ouvidoria dos serviços de saúde e também poderá recorrer ao Poder Judiciário, por meio de um advogado.

Caso  a mulher acredite que passou por um procedimento médico desnecessário, pode agir legalmente. “Ela pode buscar reparação de dano material ou dano moral por meio de um advogado”, explica Cavalcanti.

Quando a parturiente for submetida a um procedimento médico sem o seu consentimento, algumas atitudes devem ser tomadas para que ela possa agir legalmente. “É fundamental anotar dados das testemunhas, como nome inteiro, RG, endereço e telefone, e também, após o parto, solicitar cópia do prontuário da paciente, coisa que o hospital é obrigado a dar, cobrando apenas o valor das cópias. Depois, buscar melhores orientações com um advogado”, conta Cavalcanti. 

Nos casos de agressões verbais também é interessante que seja feito o mesmo procedimento com as testemunhas citado acima, especialmente porque a prova desse tipo de violência não estará registrada no prontuário. Depois,  recomenda-se buscar o auxílio de um advogado.

Com relação à presença de um acompanhante no momento do parto, algumas medidas podem ser tomadas para fazer valer seus direitos. “Se o hospital deixar claro na internação que o acompanhante não poderá entrar, o casal deve exigir o cumprimento da lei, tendo direito, inclusive, de chamar a polícia. Isso porque se trata de lei federal, cujo cumprimento é obrigatório”, orienta Cavalcanti.  Se não foi possível resolver o problema antes e a mulher não teve um acompanhante no momento do parto, deve-se pedir a cópia do protocolo, e com ele, buscar um advogado e entrar com ação de reparação de danos.

Quando a parturiente é agredida fisicamente trata-se de um crime que deve ser denunciado junto à autoridade policial. “Também se pode pedir reparação por danos materiais e morais, lembrando sempre que a punição legal a esse tipo de violência vai depender da prova testemunhal, de provas em prontuário e do exame de corpo de delito, em que vai ser verificada a parte material da lesão”, conta Cavalcanti.

Nenhum hospital, maternidade ou casa de parto pode recusar um atendimento de parto. De modo que a parturiente só pode ser transferida para outro local se os profissionais de saúde a examinarem e houver tempo suficiente para que chegue no lugar onde a vaga e garantia de atendimento estiverem confirmadas. “O atendimento em saúde é garantido pela lei, a mulher que tenha tido recusado seu atendimento deve obter provas dessa recusa (protocolos de liberação, altas, testemunhas) e denunciá-la à polícia, além de buscar o advogado para eventual indenização”, explica Cavalcanti.

A mulher que sentir que teve o seu direito violado durante o parto ou na gestação também pode comunicar a Ordem dos Advogados do Brasil – Distrito Federal. “Foi criada uma comissão de erro médico para receber esse tipo de denúncia. Temos o poder para realizar uma ação coletiva quando há casos recorrentes sobre o mesmo assunto”, conta o advogado Willer Tomaz de Sousa, presidente da Comissão do Erro Médico da OAB- DF.

Como prevenir a violência obstétrica
Além de se informar melhor sobre o que é violência obstétrica, há outras maneiras de prevenir o problema. O plano de parto é uma ótima opção. “Elaborar um falando sobre a sua decisão, a presença de uma doula e de qualquer acompanhante diminui o risco de violência”, explica Amorim.

É importante deixar claro que você quer os seus direitos respeitados, especialmente perante o hospital, caso este se recuse a fazer valer determinado direito. “O momento mais adequado a se fazer isso é antes de se entrar em trabalho de parto. Por exemplo, protocolando uma cópia de seu plano de parto no hospital, como notificação, pedindo que ele seja respeitado. Em caso de negativa, vale uma conversa com o hospital, tentando sempre o acordo”, conta Cavalcanti.

Os traumas da violência
Por estar focada no nascimento do seu filho, a vítima pode não se abalar tanto com a violência obstétrica no momento em que a sofre. Porém, aquela situação pode gerar um trauma futuramente. “Os sintomas podem ser vários, como não conseguir mais transar com o marido, ter uma depressão pós-parto, pesadelos, entre outros”, explica Iaconelli.

A partir do momento em que percebe que aquilo que ela sofreu gerou um mal estar a vítima deve procurar ajuda. “É importante que ela busque auxilio de alguma forma. Pode ser em uma terapia, conversando com uma amiga ou com o marido, em uma terapia em grupo, em grupos de discussão na internet, entre outras maneiras”, conta Iaconelli

Para saber mais: O problema está tão presente na vida das brasileiras que foi retratado no filme “O renascimento do parto”.

Continue lendo: Violência no parto: quatro mulheres contam as suas histórias.



Matéria retirada do site Bebê.com.br

Meninas, o post ficou muito grande, mas achei muito interessante postar, pois a maioria das mulheres não sabem dos seus direitos, e muitas vezes nem pesquisam sobre o assunto parto, antes de tomar qualquer decisão, espero que tenham gostado da matéria.



segunda-feira, janeiro 20, 2014


Dicas para montar a mala de maternidade


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Pensando na praticidade e no conforto após o nascimento do bebê, você quer deixar tudo quase pronto para este momento sem faltar nada, certo? Organizar a mala de maternidade pode ser uma tarefa difícil, mas acredite, é bem mais simples do que você imagina. Devido a isso, selecionamos algumas dicas práticas e bem úteis para deixar os detalhes prontos para o grande dia.



● Lave as roupas com sabão neutro e, de preferência, tire as etiquetas. Não é aconselhável usar amaciante, pois pode provocar alergia no bebê.

● Na maternidade, o bebê irá trocar de roupa pelo menos duas vezes ao dia. Como, em geral, mãe e filho costumam passar três dias por lá, a conta é simples: são seis macacões, seis bodies e seis calças com pé (também chamada de culote). Nas estações mais frias do ano, inclua também dois casaquinhos. Além das roupas, coloque fraldas de boca. Ah, na correria, não esqueça do enfeite para a porta do quarto e das lembrancinhas!



● Deixe os conjuntos separados por troca. Assim, as enfermeiras não vão ter de perguntar para você a todo instante que roupa ele vai vestir.

● No verão, escolha roupas de malhas mais frescas, como o algodão. Já no inverno, o bebê precisa de roupas quentinhas. Opte, então, pelos tecidos mais pesados como a lã e o plush.

● Evite modelos com alfinetes, elásticos, golas e babados. Além de atrapalhar a amamentação, esses enfeites podem machucar o bebê.

● Compre roupas com aberturas na frente e botões de pressão. Elas são bem mais práticas no momento da troca.

● Não é necessário levar sapatinhos e meias, os macacões já cumprem a função de aquecer os pés do bebê. O mesmo vale para os produtos de higiene pessoal que, geralmente, são fornecidos pela maternidade. De qualquer forma, consulte o seu hospital.

● Leve uma manta para enrolar o bebê – não só por causa do frio, mas também porque, com certeza, todo mundo vai querer pegá-lo no colo.



Dicas Blog Emma Fiorezi



quarta-feira, janeiro 15, 2014


Sobre o parto humanizado/normal e a cesária


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Nesse momento, gostaria de compartilhar com vocês algo muito importante para se pensar e repensar na fase final da gestação.

OS TIPOS DE PARTO

* Retirado do site da UOL
 
DADOS SOBRE OS PARTOS
A princípio quero alertar sobre alguns dados preocupantes. 



A partir desses dados podemos notar o quanto o Brasil ultrapassa a taxa prevista pela Organização Mundial de Saúde (OMS), colocando-o entre os primeiros do ranking de cesarianas. As regiões Sudeste e Sul têm as maiores taxas apuradas. 

POR QUE O NÚMERO DE CESÁREAS CRESCE TANTO? 
Nas regiões Sudeste e Sul houve uma melhora muito significativa da assistência perinatal. Há berçários e UTIs neonatais dentro das maternidades e profissionais qualificados. Esta condição garante às crianças de baixo peso, às prematuras e mesmo às que nascem portadoras de doenças mais chances de sobreviver e de se tornarem saudáveis. 

Com tantos recursos à disposição, mulheres grávidas e alguns obstetras se sentem mais seguros e tranquilos em optar por um parto operatório programado - eletivo -, muitas vezes agendado para data bastante anterior ao término da gestação, ou seja, 40 semanas. No entanto, é importante ressaltar que o feto ganha bastante peso e acaba de desenvolver sua capacidade pulmonar justamente nas últimas semanas da gestação (Obstetra Renato Kalil).

Lembrando que: 



INDICAÇÕES DE CESARIANAS E RISCOS

  • Bebê em posição transversa;
  • Desproporção céfalo-pélvica (quando a cabeça do bebê é maior que a abertura da mãe);
  • Doenças hipertensivas na mãe específicas da gravidez;
  • Diabetes gestacional;
  • Feto com trabalho de parto demorado;
  • Gestantes portadora do vírus HIV;
  • Gestantes com herpes genital;
  • Hemorragias no final da gestação;
  • Ruptura prematura da bolsa d'água;
  • Sofrimento do bebê.

Aguardem que nos próximos posts eu falarei mais sobre o parto humanizado.

Informações tiradas do blog Santa Feminice




quarta-feira, novembro 20, 2013


Curso de gestantes online


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Oi meninas,

Encontrei uma dica muito interessante que vai ajudar todas as gravidinhas do momento, alias me ajudou muito, como ainda não fiz o curso de gestante, já tirei várias dúvidas nesse curso online, encontrei no site Bebê.com.br um maravilhoso Curso de Gestante online, uma série de 21 aulas em vídeo totalmente gratuita, que dará todas as informações e esclarecerá suas principais dúvidas sobre a gravidez.

Todo o conteúdo foi elaborado com a colaboração de renomados especialistas da maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, uma referência do que há de melhor na medicina do país.
Você pode assistir a qualquer aula, a qualquer momento. Basta clicar nos assuntos abaixo. Ao final de cada vídeo, você poderá imprimir um resumo para formar, aos poucos, uma apostila. E terá a possibilidade, também, de fazer um teste para avaliar o que aprendeu. Quem está cheias de dúvidas, assim como eu, comece já a assistir os vídeos do curso de gestante.


Futuras mamães, vale ressaltar, que esse curso online não tira a importância de fazer um curso em algum hospital ou casa de parto, junto com profissionais, pois é muito mais na prática e junto com os profissionais você conseguira tirar muito mais duvidas e terá uma ajuda muito mais significativa.