Mostrando postagens com marcador dicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dicas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, julho 08, 2016


10 maneiras de consumir mais probióticos


Marcadores: , ,

Melhora nas funções intestinais e proteção imunológica são alguns dos benefícios dos probióticos, as bactérias amigas do organismo 



O termo probiótico deriva do grego e significa “pró-vida”. São microrganismos vivos naturalmente encontrados no intestino e que trazem benefícios ao organismo, como por exemplo a proteção contra agentes infecciosos, prevenção de doenças e a preservação da flora intestinal.

A má alimentação, problemas intestinais, uso crônico de antibióticos e laxantes podem prejudicar a flora intestinal reduzindo consideravelmente o número de bactérias probióticas no intestino. Nestes casos a suplementação e a inserção de alimentos ricos em probióticos na dieta se tornam necessárias. Saiba o que são, onde são encontrados e como incluir em sua alimentação os alimentos probióticos.

O que são probióticos?

Segundo a nutricionista e personal diet Flavia Germinari, “os probióticos podem ser definidos como microrganismos vivos capazes de beneficiar o hospedeiro através do equilíbrio da flora intestinal”.

Para Flavia, “cerca de 80ml de fonte de probióticos duas vezes ao dia (totalizando 160ml por dia), já promovem benefícios”. A nutricionista Tatiana Hirooka Guerra orienta ainda que “a dose necessária varia entre 1–10 bilhões de ufc/dose (Unidades Formadoras de Colônia – em torno de 100 milhões de bactérias probióticas)”. A maioria dos iogurtes e leites fermentados garante essa dose em cada embalagem.






Onde os probióticos são encontrados?

“Os probióticos estudados e utilizados em humanos são bactérias láticas (Lactobacillus, Bifidobacterium, Streptococcus e Enterococcus) e leveduras (Saccharomyces boulardii), encontrados normalmente no leite, leites fermentados, iogurtes e coalhadas”, afirma Flavia. É importante lembrar que por serem derivados de leite, esses alimentos contém altas concentrações de gordura, sendo assim, sugere-se optar pos alimentos com contrações reduzidas de gordura e açúcar, para evitar o desequilíbrio do peso.

Além disso, Tatiana orienta que atualmente, existem no mercado “comprimidos, cápsulas e sachês que contêm a bactéria na forma liofilizada, que não necessitam de refrigeração para se manter vivas ao contrário das bactérias encontradas nos leites fermentados ou iogurtes que podem ser perdidas se não estiverem sob refrigeração”.







Apesar do aumento da disponibilidade e do fácil acesso a esses alimentos, o consumo não deve ser indiscriminado, pois cada gênero atua de forma distinta. Abaixo você confere dez sugestões de alimentos ricos em probióticos para incluir em sua alimentação.

1. Iogurte: No iogurte o açúcar é transformado em ácido láctico através da fermentação bacteriana. Seu consumo é muito recomendado devido às propriedades nutricionais que possui e aos fermentos lácteos presentes na composição.

2. Leite Fermentado: Alimento obtido através da fermentação láctea por fermentos próprios. Na sua produção, ocorre uma diminuição do pH do leite. É considerado um alimento funcional e contém probióticos em quantidade considerável.

3. Queijo: Alimento feito a partir da coagulação do leite através de culturas bacterianas que transformam os açúcares do leite em ácido láctico, assim como ocorre no iogurte. Além de ser rico em probióticos, o queijo é um bom complemento alimentar, rico em proteína, cálcio e fósforo.

4. Coalhada: Coalhada ou leite coalhado é a parte sólida, resultante da coagulação do leite. Contribui para o equilíbrio da flora intestinal promovendo a sua regularidade. É muito rica em probióticos.

5. Chucrute: O chucrute é uma conserva de repolho fermentado. Além de ser fonte de vitamina C também tem grande quantidade de probióticos. A receita mais tradicional de preparação é a que utiliza apenas repolho, água e sal.

6. Missô: Missô é um ingrediente tradicional da culinária japonesa feito a partir da fermentação do arroz, cevada e soja com sal. O resultado é uma pasta usada principalmente para fazer a sopa de missô. Devido ao processo de fermentação também é rico em probióticos.

7. Molho shoyu: O molho shoyu é fabricado a partir de uma mistura de grãos de soja fermentados por microrganismos. Pode ser utilizado para temperar saladas e na preparação de alguns pratos.


8. Kefir: Na minha opnião, o melhor de todos. Diferentemente do iogurte que é fermentado apenas por lactobacilos, o kefir é fermentado por trinta e sete tipos diferentes de microorganismos em sua colônia, incluindo as leveduras o que garante um alimento rico em probióticos.

9. Cápsulas Probióticas: Hoje estão disponíveis no mercado uma série de complexos ricos em bactérias probióticas. São indicados para quem tem dificuldades em inserir na alimentação os alimentos lácteos. Um ponto positivo é que as cápsulas não precisam de refrigeração. O consumo deve ser feito sob orientação médica.

10. Probióticos solúveis: Assim como as cápsulas, os probióticos solúveis também têm se tornado populares. O preparo se dá como os sucos instantâneos, basta misturar o conteúdo do sachê em 200ml de água. Prometem suprir a necessidade diária de probióticos do organismo.
Além dos alimentos citados acima, atualmente exitem estudos recentes que associam o consumo de maionese, carnes, patês, extratos de sementes vegetais e peixe ao aumento de probióticos no organismo.

Quais os benefícios dos probióticos no organismo?


Na medicina, os probióticos são usados na prevenção e tratamento de doenças. Segundo a nutricionista Tatiana, vários estudos relatam os benefícios atribuídos aos probióticos na preservação da integridade intestinal e atenuação dos efeitos de doenças intestinais, como diarréia e doença intestinal inflamatória. “Há ainda evidências de que os probióticos estimulem a resposta imunológica, na modulação de reações alérgicas, na melhoria da saúde urogenital de mulheres e nos níveis sanguíneos de lipídeos”, acrescenta.

A síntese de vitaminas do complexo B, absorção de cálcio, como imunomoduladores, a inibição da carcinogênese (tumores), a redução das concentrações de colesterol, e aumento da tolerância e digestibilidade da lactose também são alguns benefícios citados pela nutricionista Flavia.
Apesar dos muitos benefícios para a manutenção da saúde, o consumo de probióticos deve estar associado a hábitos de vida saudáveis. Converse com seu nutricionista ou médico antes de fazer qualquer alteração na sua alimentação. Siga uma dieta equilibrada e pratique exercícios físicos regularmente.

 Matéria do Dicas de Mulher




quarta-feira, julho 06, 2016


Extero-gestação, já ouviu falar?


Marcadores: , , , ,

Segundo algumas teorias, a gestação não acaba quando o bebê nasce. Existe ainda um período de transição entre a vida uterina e o meio externo.


Os bebês humanos estão entre os mais indefesos de todos os mamíferos. Por causa do maior tamanho do cérebro e do fato de que o tecido nervoso necessita de mais calorias para se manter que qualquer outro, grande parte do alimento ingerido é gasto em prover nutrição e calor para as células nervosas. Mais significante é o fato de que nossos bebês necessitam nascer mais cedo do que deveriam, com seus cérebros ainda não totalmente desenvolvidos. Se o bebê humano nascesse já com o sistema nervoso central amadurecido, sua cabeça não passaria pela pelve estreita da mãe no momento do parto. Ao contrário de outros mamíferos, como girafas e cavalos, o recém-nascido humano é incapaz de andar por um longo período após o nascimento, porque lhe falta o aparato neurológico maduro para tanto. O custo primal de ter um cérebro grande é que nossos filhotes nascem extremamente dependentes e em necessidade constante de cuidado.

O crescimento do nosso cérebro após o nascimento é mais rápido do que o de qualquer outro mamífero e segue neste ritmo por 12 meses.

A seleção natural demanda que pais humanos cuidem de seus filhos por um longo período e que os filhos dependam dos pais. Esta necessidade mútua traduz-se em um estado emocional chamado “apego”.

Em algumas culturas, como na tribo !Kung, bebês raramente choram por longos períodos e não há sequer uma palavra que signifique “cólica”. As mães carregam os bebês junto ao corpo, com um aparato semelhante a um “sling”, mesmo quando saem para a colheita. A relação mãe-bebê é considerada sacrossanta, eles permanecem juntos o tempo todo. O bebê tem livre acesso ao seio materno e vê o mundo do mesmo ponto de observação que sua mãe.
Nossa cultura ocidental não permite um estilo de vida idêntico ao de tribos primitivas, mas podemos tirar lições valiosas sobre como ajudar nossos bebês na adaptação à vida extra-uterina.
Nos primeiros 3 meses de vida, o bebê humano é tão imaturo que seria benéfico a ele voltar ao útero sempre que a vida aqui fora estivesse difícil.

É preciso compreender o que o bebê tinha à sua disposição antes do nascimento, para saber como reproduzir as condições intrauterinas. O bebê no útero fica apertadinho, na posição fetal, envolvido por uma parede uterina morninha, sendo balançado para frente e para trás a maior parte do tempo. Ele também estava ouvindo constantemente um barulho “shhhh shhhh”, mais alto que o de um aspirador de pó (o coração e os intestinos da mãe).

A reprodução das condições do ambiente uterino leva a uma resposta neurológica profunda “o reflexo calmante”. Quando aplicados corretamente, os sons e sensações do útero têm um efeito tão poderoso que podem relaxar um bebê no meio de uma crise de choro.

Os 5 métodos para acalmar um bebê até 3 meses de idade são extremamente eficazes SOMENTE quando executados corretamente. Sem a técnica correta e o vigor necessário, não adiantam em nada.


Teoria da Extero-Gestação

1. Pacotinho ou casulo (embrulhar o bebê apertadinho)

A pele é o maior órgão do corpo humano e o toque é o mais calmante dos cinco sentidos. Embrulhadinho, o bebê recebe um carinho suave. Bebês alimentados, mas nunca tocados, freqüentemente adoecem e morrem. Estar embrulhadinho não é tão bom quanto estar no colo da mãe, mas é um ótimo substituto para quando a mãe não está por perto.
Bebês podem ser embrulhados assim que nascem. Apertadinhos, de forma que não mexam os braços. Eles se sentem confortáveis, “de volta ao útero”. Bebês mais agitados precisam mais de ser embrulhados, outros são tão calmos que não precisam.
Se o bebê tem dificuldade para pegar no sono, pode ser embrulhado apertadinho, não é seguro colocar um bebê para dormir com um cueiro solto. Não permita que o cueiro encoste no rosto do bebê. Se estiver encostando, o bebê vai virar o rosto procurando o peito, ao invés de relaxar.
Todos os bebês precisam de tempo para espreguiçar, tomar banho, ganhar uma massagem. 12-20 horas por dia embrulhadinho não é muito para um bebê que passava 24 horas por dia apertadinho no útero. Depois de 1 ou 2 meses, você pode reduzir o tempo, principalmente com bebês tranqüilos e calmos.

2. Posição de Lado

Quanto mais nervoso seu bebê estiver, pior ele fica quando colocado sobre as costas. Antes de nascer, seu bebê nunca ficou deitado de costas. Ele passava a maior parte do tempo na posição fetal: cabeça para baixo, coluna encolhida, joelhos contra a barriga. Até adultos, quando em perigo, inconscientemente escolhem esta posição.
Segurar o bebê de lado ou com a barriga tocando os braços do adulto ajuda a acalmá-lo (a cabeça fica na mão do adulto, o bumbum encostado na dobra do cotovelo do adulto, com braços e pernas livres, pendurados). Carregar o bebê num sling, com a coluna curvada, encolhidinho e virado de lado, tem o mesmo efeito. Atualmente especialistas são unânimes em dizer que bebês NÃO DEVEM SER POSTOS PARA DORMIR DE BRUÇOS, pelo risco de morte súbita.
O bebê não sente falta de ficar de cabeça para baixo, como no útero, porque na verdade o útero é cheio de fluido e o bebê flutua, como se não tivesse peso algum. Do lado de fora, sem poder flutuar, virado de cabeça para baixo, a pressão do sangue na cabeça é desconfortável.

3. Shhhh Shhhh – O som favorito do bebê

O som “shhh shhh” é parte de quem somos, tanto que até adultos acham o som das ondas do mar relaxante. Para bebês novinhos, “shhh” é o som do silêncio. Ele estava acostumado a ouvir tal som 24 horas por dia, tão alto quanto um aspirador de pó. Imagine o choque de um bebê acostumado a tal som o tempo todo chegando a um mundo onde as pessoas cochicham e caminham na ponta dos pés, tentando fazer silêncio!
Coloque sua boca 10-20 cm de distância dos ouvidos do bebê e faça “shhh”, “shhh”. Aumente o volume do “shh” até ficar tão alto quanto o choro do bebê. Pode parecer rude tentar “calar” um bebê choroso fazendo “shh”, mas para o bebê, é o som do que lhe é familiar.
Na primeira vez fazendo “shhh”, seu bebê deve calar após uns 2 minutos. Com a prática, você será capaz de acalmar o bebê em poucos segundos. É ótimo ensinar isso aos irmãos mais velhos, que adorarão poder ajudar e acalmar o bebê.
Para substituir o “shhh”, pode-se ligar:
– secador de cabelos ou aspirador de pó
– som de ventilador ou exaustor
– som de água corrente
– um CD com som de ondas do mar
– um brinquedo que tenha sons de batimentos cardíacos
– rádio fora de estação ou babá eletrônica fora de sintonia
– secadora de roupas ligada com uma bola de tênis dentro
– máquina de lavar louças
O barulho do carro ligado também acalma a criança.

4. Balanço

“A vida era tão rica no útero. Rica em sons e barulhos. Mas a maior parte era movimento. Movimento contínuo. Quando a mãe senta, levanta, caminha e vira o corpo – movimento, movimento, movimento.” (Frederick Leboyer, Loving Hands)
Quando pensamos nos 5 sentidos – visão, audição, tato, paladar e olfato – geralmente esquecemos o sexto sentido. Não é intuição, mas a sensação de movimento no espaço.
Movimento rítmico ou balanço é uma forma poderosa de acalmar bebês (e adultos). Isso porque o balanço imita o movimento que o bebê sentia no útero materno e ativa as sensações de “movimento” dentro dos ouvidos, que por sua vez ativam o reflexo de acalmar.
Como balançar ?
1. Carregando o bebê num “sling” ou canguru;
2. Dançando (movimentos de cima para baixo);
3. Colocando o bebê num balanço;
4. Dando tapinhas rítmicos no bumbum ou nas costas;
5. Colocando o bebê na rede;
6. Balançando numa cadeira de balanço;
7. Passeando de carro;
8. Colocando o bebê em cadeirinhas vibratórias (próprias para isso);
9. Sentando com o bebê numa bola inflável de ginástica e balançando de cima para baixo com ele no colo;
10. Caminhando bem rapidamente com o bebê no colo.
Quando balançar o bebê, seus movimentos devem rápidos mas curtos. A cabeça do bebê não fica sacudindo freneticamente. A cabeça move no máximo 2-5 cm de um lado para o outro. A cabeça está sempre alinhada com o corpo e não há perigo de o corpo mover-se numa direção e cabeça abruptamente ir na direção oposta.

5. Sucção

No útero, o bebê está apertadinho, com as mãos sempre próximas ao rosto, sugando os dedos com freqüência. Quando nasce, não mais consegue levar as mãos à boca. A sucção não-nutritiva é outra forma de acalmar o bebê. A amamentação em livre demanda não é recomendada somente para garantir a nutrição do bebê e a produção de leite da mãe, mas também para suprir a necessidade de sucção não-nutritiva. Alguns especialistas orientam às mães a darem chupetas para isso, mas ainda que a chupeta seja oferecida ao bebê, não deve ser introduzida nas 6 primeiras semanas de vida, quando a amamentação ainda está sendo estabelecida. Há sempre o risco de haver confusão de bicos e o bebê sugar o seio incorretamente.
É importante lembrar que o bebê nunca chora à toa. O choro nos primeiros meses de vida é a única forma de comunicar que algo está errado. Ainda que ele esteja limpo e bem alimentado, muitas vezes chora por necessidade de aconchego e calor humano. Por isso, falar que bebê novinho (recém nascido até 3 meses ou mais) faz manha (no sentido de chorar para manipular “negativamente” os pais) não tem sentido, bebês novinhos simplesmente não tem maturidade neurológica para tanto.

Bibliografia:
The Happiest Baby on the Block, Dr. Harvey Karp, Bantam Dell, 2002. New York.
Our Babies, Ourselves: How Biology and Culture Shape the Way We Parent, Meredith F. Small, Anchor Books, 1998. New York.




segunda-feira, dezembro 01, 2014


Vestir fantasias infantis é bom ou ruim?


Marcadores: , ,
Saiba o que dizem os especialistas sobre as crianças usarem roupas de seus personagens e heróis favoritos.
 

A filha pede para ir à escola vestida de princesa e bate aquela dúvida: será que tudo bem? Isso vai ajudá-la? É só uma brincadeira ou há algo escondido nessa ação? A verdade é que usar uma fantasia pode ser muito bom e ajudar no desenvolvimento da criança. Mas, em algumas situações, pode atrapalhar bastante. Conheça o lado bom e o mal desse comportamento e aprenda a diferenciar uma situação da outra.


Lado bom

O vestido da Cinderela, a máscara do Homem-Aranha, a varinha da Fada Madrinha ou um simples pano transformado em capa. Tudo é válido quando a criança entra no mundo do faz de conta. Entre os 2 e 5 anos, prepare-se para os pedidos frequentes: eles querem se fantasiar! Na escola, nas festas, no restaurante e em casa. E isso é muito bom. A fantasia, de certa forma, fortalece o ego infantil.

Além de divertir e incentivar a criatividade, a criança tem a chance de se sentir diferente, de experimentar outras linguagens, de incorporar personagens e suas habilidades. E com isso enfrentar obstáculos e medos e resolver conflitos internos e externos. Ela se sente mais forte, segura e pode ter a coragem de expressar melhor seus sentimentos. Ao usar uma fantasia de bruxa, por exemplo, poderá assumir uma agressividade que estava contida pela culpa.

“Esse mundo mágico entra em cena justamente no momento em que enfrentar a realidade é, muitas vezes, difícil. É muito mais fácil projetar sentimentos em super-heróis, bruxas e todo tipo de personagem. Essa fase é normal e importante, pois auxilia a criança a lidar com situações do dia a dia de forma positiva para o seu desenvolvimento”, diz Ricardo Halpern, presidente do Departamento de Saúde Mental da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Aproveite esse tipo de atividade para observar seu filho e aprender mais sobre ele. Muitas vezes, o personagem escolhido e suas ações no decorrer da brincadeira demonstram o que a criança é e o que está sentido. E, para possibilitar essa chance a ela, não é preciso nada muito elaborado. “Um lenço na cabeça já é válido. Não é necessário comprar todas as fantasias que a criança quer.

O consumismo exagerado pode se tornar um problema”, alerta Renata Americano, coordenadora geral do Fundamental 1 (de 2º a 5º ano), da Escola Viva, em São Paulo. Os pais podem oferecer opções, deixar um caixa com chapéus, perucas, tecidos coloridos, por exemplo. Mas não precisam incentivar o consumo das fantasias industrializadas – a própria criança se encarregará de requisitá-las. Coloque um limite ou você terá toda a liga de superamigos no guarda-roupa do seu filho. “Os adultos, às vezes, até preferem a fantasia pronta porque a conhecem, sabem sua história e suas características. Uma fantasia que a criança cria sai do controle, não tem roteiro e isso angustia os pais”, diz a coordenadora Renata.

Quando a criança não mostra interesse em fantasias, isso aponta para certa rigidez, incomum em uma fase tão própria para o faz de conta. Pode ser o caso de os pais incentivarem, brincarem junto e até procurarem ajuda especializada. “Mas a fantasia deve ser escolhida com a participação da criança, observando seus gostos e interesses.

O personagem deve ter um traço de identificação porque, assim, torna-se um brinquedo dotado de valor afetivo e simbólico”, ensina Maria Cecília Souza Biglia, psicanalista da Clínica Agrupar – Infância, Adolescência e Família, em Salvador (BA) e fundadora do Coisário Ateliê – Brinquedos, Fantasias e Oficinas Brincantes.

Lado mau

O lado mau da fantasia é justamente o exagero no que ela tem de melhor: na possibilidade que a criança tem de enfrentar seus medos. Seu filho não pode deixar de entrar em contato com o mundo real. Ir vestido de Batman no primeiro dia de aula é saudável. Mas repetir a fantasia em todos os demais dias da semana, não. “É o João e não sempre o personagem que vai à escola”, diz a coordenadora Renata. “Os pais precisam dosar o tempo de permanência com a fantasia.”

Quando a criança assume totalmente as características de uma personagem, os adultos também devem ficar atentos. Não é comum, mas pode acontecer. “Quando não há nenhuma distinção entre um e outro, a situação deixa de ser faz de conta para se tornar literal! Se isso acontecer de um modo muito contundente, necessitará de atenção ou até de uma avaliação especializada. Em geral, os pequenos sabem muito bem diferenciar o real da fantasia, apesar de a imaginação infantil ser tão fértil”, diz a psicanalista Maria Cecília.

Outra situação perigosa é quando a criança acredita que tem os poderes do herói. São comuns os episódios em que o pequeno, munido de capa e espada, tenta voar. Também ficou famoso o caso de um garoto que tirou o irmão do berço, com a casa em chamas. Mas nem sempre o final da história é feliz. Por isso, é importante ter alguém sempre olhando as crianças menores em suas atividades e observar o quanto as mais velhas compreendem a situação.

“O ideal é que, com 4 ou 5 anos, elas já saibam separar bem a realidade da fantasia”, diz a coordenadora Renata. “Algumas fantasias de super-heróis contêm, inclusive, uma etiqueta de advertência, esclarecendo que a capa não permite voar. É um bom mote para conversar com as crianças sobre esse limite, inclusive lembrando que até o Super-Homem é abalado pela kriptonita, ou seja, nem ele escapa de ter fragilidades e pontos fracos”, diz a psicanalista Maria Cecília.

Aos 4, 5 anos, é comum o uso da fantasia diminuir. Os pedidos para vesti-la ficam espaçados porque os interesses mudam. As crianças estão desenvolvendo a lógica do pensamento concreto e começam a substituir a fantasia pela realidade. E em sua vida social já não “fica tão bem” usá-la. O traje acaba sendo procurado apenas para a diversão. Quando, nessa idade, a criança ainda quer usar a fantasia com frequência, é necessário investigar suas razões, seu contexto de vida e observar se a realidade não está pesada demais para sua fase de desenvolvimento.

Fonte: http://bebe.abril.com.br/





terça-feira, setembro 16, 2014


Palestra Online Ao Vivo: Rotina de Sono do Bebê


Marcadores: ,
Palestra Online Ao Vivo: Rotina de Sono do Bebê

banner-palestra-online-rotinadesonodobebe
Palestra Online Rotina de Sono do Bebê | Realização Clube MamãeBox e Mommy in Bloom
Conheça e entenda um pouco mais sobre o Sono do seu Bebê e a Rotina e divida suas dúvidas ao vivo, além de receber dicas diversas e uma consultoria sobre a rotina e os bons hábitos de sono em geral.
Participe! Inscreva-se já ! Garanta sua vaga e faça sua inscrição por e-mail contato@mamaebox.com.br

Consultoria do Sono do Bebê
  • Orientação e dicas para o Recém Nascido e bebês com menos de 6 meses de idade. Este é um ótimo momento para reconhecer os hábitos de sono do seu bebê e suas necessidades, começar a cultivar hábitos saudáveis de sono.
  • Orientação e dicas para bebês acima de 6 meses através de um treinamento de sono de acordo com a sua personalidade, idade e perfil familiar. Ajudar o seu bebê a dormir sozinho e a noite toda, dormir no berço e não na cama dos pais, ajudar o bebê a tirar sonecas durante o dia, etc. Tamém são discutidos tópicos como o ciclo de sono e o que esperar do sono do bebê durante o primeiro ano de vida.
Cuidados e Rotina com o Recém Nascido
  • Orientação e dicas sobre os principais cuidados que a mamãe e papai precisam saber quando o bebê chegar e o seu primeiro mês em casa (o banho, troca de fralda, soneca, como arrotar, amamentação, hora de dormir, boas práticas de higiene, segurança do bebê, planejar a rotina do bebê para que os próximos meses se tornem um momento de uma transição tranquila e organizada para os pais de primeira viagem).


Curta a página no Facebook www.facebook.com/mamaebox da MamãeBox tem novidades todos os dias.






instagram: @mamaebox
pinterest: @clubemamaebox
twitter: @mamaebox




segunda-feira, agosto 04, 2014


Dicas para pais de primeira viagem


Marcadores: ,
Oi papais mais babões do mundo!! Hoje vamos dar apenas 20 dicas para vocês irem se acostumando com a nova vida, e as novas responsabilidades!!


1 – Durante 9 meses ela será o centro das atenções.

É bom que você vá se preparando para não se sentir isolado da gravidez. Alessandro, 33 anos, Psicólogo.

2 – Quando o bebê chegar, as atenções serão todas para ele.

Você tem duas opções: sofrer e sentir-se rejeitado ou desfrutar de seu “anonimato” e aproveitar para assistir seu futebol tranqüilo e fazer outras atividades que geralmente não consegue enquanto as visitas passam a tarde mimando seu filho. José Antônio, 40 anos, Empresário.

3 – Sua casa é pequena, não importa o tamanho dela.

E dizer o contrário à sua esposa pode ser motivo de discussão, então concorde! Henrique, 34 anos, Sociólogo.

4 – Se seus pais serão avós pela primeira vez, dê um tempo para que eles se acostumem com a novidade.

Fale para eles que não tem coisa melhor que ser avós jovens. Quando meu pai soube que seria avô, disse que era uma ótima notícia, mas ficou um tanto pensativo como eu nunca tinha visto. Só depois me contou que se sentiu como se tivesse vinte anos a mais. Daniel, 30 anos, Arquiteto.

5 – As grávidas tem o sentido do olfato mais apurado.

Parecia incrível, mas ela conseguia sentir minha cueca suja mesmo que estivesse no fundo do cesto de roupas. Portanto tente abusar da higiene pessoal. Pedro, 35 anos, Agricultor.

6 – Você será o técnico durante o curso preparatório para o parto.

Mas na hora H, o melhor a fazer é ficar quieto e deixar ela jogar a final sozinha. Eu estava tão nervoso na sala de parto que não parava de falar besteiras, até que gentilmente, minha mulher me disse para ficar quieto ou sair da sala. Artur, 37 anos, Publicitário.

7 – Esqueça os seus presentinhos. Você não poderá comprar roupas durante um ano.

Mas com certeza terá dinheiro para comprar cadeirinhas, roupinhas, brinquedos, ursinhos, etc. Carlos, 40 anos, Advogado.

8 – Se você detesta cozinhar, é melhor abastecer o freezer de congelados.

Ou reze para sua sogra se ocupar da comida. Isso será essencial para você sobreviver na primeira semana depois do parto. Luis, 40 anos, Médico.

9 – Sim, você segura o bebê de forma errada!

O melhor a fazer é segurá-lo como sua mulher faz. David, 27 anos, Camareiro.

10 – Depois de trocar a terceira fralda você sentirá como se tivesse feito isso a vida toda.

Acredite, é mais fácil do que você imagina. Sergio, 29 anos, Fotógrafo.

11 – Cuidado com a palavra “nós”.

Por exemplo, jamais diga: “nós estamos muito ocupados com os preparativos”. Sebastião, 35 anos, Empresário.

12 – Vai chegar um dia em que você se transformará no herói de seu filho.

Desfrute ao máximo, porque esta fase dura pouco. Geraldo, 47 anos, Pediatra.

13 – As contrações do parto aparecerão de uma forma repentina.

Quando ela diz que chegou a hora, não discuta! Antônio, 38 anos, Jornalista.

14 – Se alguém disser que a amamentação acabará com o seio de sua mulher,

que os bebês só comem de 4 em 4 horas e que se você for segurá-lo cada vez que chora ele ficará mimado, não acredite. É tudo mentira. Fernando, 45 anos, Arquiteto.

15 – Se organize!

Durante as primeiras semanas depois de deixar o hospital, você será o responsável pelas tarefas domésticas, farmácia, supermercado, etc. Ricardo, 33 anos, Gerente Administrativo.


16 – Você se surpreenderá…

…ao ver como você consegue “funcionar bem” dormindo tão poucas horas. Mariano, 39 anos, Técnico Audiovisual.

17 – O bebê vai preferir sua mulher por muito tempo.

Tenha paciência, chegará a sua vez de ser o preferido quando ele quiser jogar bola. João, 48 anos, Professor.

18 – Ninguém sabe porque as crianças usam tanta roupa.

Especialmente quando saem de casa para um simples passeio. Não tente entender. João Luiz, 44 anos, Técnico de Informática.

19 – É normal ficar olhando o bebê por longos períodos enquanto ele dorme.

Também é normal ficar filmando ele dormindo até que termine a fita. José, 33 anos, Administrador de Empresas.

20 – Você acabará encontrando solução para todos os problemas do seu filho.

E quando terminar, com certeza ele estará em problemas de novo. Inácio, 30 anos, Bombeiro.



21 – Você nunca se incomodará com o coco, o xixi e os vômitos de seu filho…

…mesmo que seja em cima de você. Francisco, 37 anos, Ator.

22 – Os alimentos congelados passarão a ser parte integral de sua alimentação.

Mesmo que já tenha passado 3 meses do parto. José, 24 anos, Publicitário.

23 – Prepare uma malinha para a maternidade.

Leve filmadora, máquina fotográfica, e se você puder ficar com ela no quarto, leve seu pijama e produtos para a higiene pessoal.  Afonso, 35 anos, Design Gráfico.

24 – Pelo menos durante um ano, nem pense em falar de sexo…

…será melhor que diga somente “fazer amor”. Rubens, 36 anos, Monitor Infantil.

25 – Durante a gravidez, ela vai comer como um pedreiro…

…vá se acostumando e enchendo a geladeira. Angel, 39 anos, Taxista.

26 – Evite falar demais de seu filho no trabalho…

…procure fazer isso com os amigos e parentes para evitar problemas. José Antônio, 30 anos, Administrador de Empresas.

27 – Se durante o parto ela pede para que o anestesista aplique a anestesia peridural…

…nunca pergunte se ela tem certeza. Manuel, 32 anos, Biólogo.

28 – Não importa se sua mulher geralmente é um doce…

…se ela resolver xingar durante o parto normal, provavelmente ninguém da família se salvará. Silvio, 38 anos, Decorador.

29 – Se em suas primeiras relações sexuais depois do parto sua mulher ficar nervosa…

…e com saudades do bebê, fique calmo, este comportamento não vai durar para sempre. Benito, 40 anos, Psiquiatra.

30 – Seus amigos sem filhos serão sua principal fonte de conselhos.


Os que tem filho somente levantarão os ombros e te dirão que fique tranqüilo que já vai passar. Daniel, 34 anos, Pesquisador.

31 – Uma babá não é uma enfermeira de dia…

um ginecologista, nem um pediatra. A única coisa que tem em comum entre eles é seu talão de cheques. Boris, 3 anos, Engenheiro.

32 – Se sua mulher quer que você assista o parto…

…Não vai adiantar você mudar de assunto, então se prepare. João, 31 anos, Taxista.

33 – Nem tente…

você não está capacitado para trocar os presentes sem utilidade que os amigos e parentes levaram. Alex, 44 anos, Radialista.

34 – Não tente entender as mudanças de humor durante a gravidez…

geralmente não tem motivo algum para que isso aconteça e nem elas mesmas entendem. Maurício, 36 anos, Publicitário.

35 – Você pode até experimentar o leite materno…

…mas eu te garanto que não gostará nem um pouco. André, 33 anos, Comerciante.

36 – O único peso que você poderá controlar será o seu.

Eu aconselho que controle rigorosamente, senão ganhará mais peso que ela durante a gravidez. Manoel, 32 anos, Segurança.

37 – O primeiro mês de gravidez é maravilhoso.


Depois disso, a quantidade de exames, ultra-sons, e visitas ao médico te deixarão tão ansioso que você se lembrará disso por anos. Xavier, 37 anos, Cabeleireiro.

38 - Às vezes seu filho gostará mais do papel de presente do que o seu inútil conteúdo

Guilherme, 37 anos, Farmacêutico.

39 – Não se desespere na hora do parto.

Apesar dos gritos, das caras de dor e do choro, ela conseguirá fazer seu trabalho perfeitamente. Marcos, 36 anos, Analista de Sistemas.

40 – É claro que tudo vai mudar!

Justamente esta é a principal conseqüência de ter um filho, as coisas nunca serão as mesmas. Antônio, 38 anos,

Fonte: Potencial Gestante

Dicas muito úteis para o marido rsrs, não poderia deixar de compartilhar com vocês! Comentem!




sexta-feira, março 28, 2014


Tudo o que você deve saber no 1º ano de vida do seu bebê


Marcadores: ,
O primeiro ano do bebê é cheio de novidades, dúvidas e surpresas, ainda mais se é o primeiro filho. Todos querem participar, dar conselhos e ajudar neste momento tão especial. Mas saiba que muitas crenças populares não devem ser levadas a sério, como o consumo de cerveja preta para estimular a produção de leite, moeda para cicatrizar o umbigo e tantas outras crendices que são repassadas de geração a geração.
 

Vacinas
É muito comum que as vacinas obrigatórias até o primeiro ano de vida dê reações no seu bebê, como febre, irritação, dor no local de aplicação da vacina. Mas nem todos os bebês reagem, isso é um fator individual de cada criança.

Cólicas
O grande pesadelo de muitas mamães são as cólicas, parece que nada faz o bebê melhorar. Mas não se desespere, é apenas uma fase que vai passar! As crenças populares afirmam que não se pode torcer a roupa do neném e que só primeiro filho tem cólica, mas tudo isso é mito!
Para aliviar as cólicas faça massagem na barriga do seu filho, enrole-o num cueiro ou coloque a barriga dele encostada na sua para aquecer, ou mesmo uma fralda quentinha. Deite o bebê de bruços no berço, pois esta posição ajuda na eliminação dos gases intestinais.

Soluço
Levantar o braço da criança ou colar um papel na testa do bebê não vai fazer com que o soluço cesse. Lembre-se que ele é resultado da contração involuntária do diafragma, e é muito comum que os bebês tenham bastante soluço no primeiro ano de vida. Você pode esperar o soluço passar naturalmente, ao contrário do que muitas mães pensam, ele não incomoda o bebê.

Chupeta
Apesar do hábito de chupar chupeta interferir na amamentação, o uso no primeiro ano de vida não prejudica a estrutura dentária. A chupeta acalma as crianças, mas não deve ser oferecida indiscriminadamente, pois isso vai dificultar o abandono do objeto. Reserve a chupeta para situações pontuais com o objetivo de acalmar.

Sono
Outro grande pesadelo dos pais são as noites mal dormidas dos seus bebês. Um tema bastante controverso, pois existem diversas técnicas para ajudar neste processo, mas lembre-se que cada bebê é um bebê.  Se o seu filho é mais agitado, diminua os estímulos a noite, a brincadeira deve terminar pelo menos duas horas antes de colocá-lo na cama. E lembre-se que ter uma rotina ajuda os pequenos a compreenderem melhor a hora de dormir e a hora de ficar acordado.


Conte pra gente, como foi ou está sendo o primeiro ano de vida do seu bebê?! Muitas surpresas?!




quarta-feira, fevereiro 12, 2014


Como deve ser a primeira semana do bebê


Marcadores: ,
Os banhos, as mamadas, as visitas, o sono. Leia as dicas dos nossos especialistas e tire de letra a nova rotina. 



Um dos momentos mais esperados enquanto se está gravida é o pós-parto, quando, finalmente, a mãe poderá ter o filho nos braços. Mas aí começa uma nova etapa, que costuma ser permeada por muita ansiedade. Apesar de você provavelmente já ter lido bastante sobre o assunto durante os nove meses, pode ficar perdida, sem saber muito bem o que fazer com aquele ser pequeno e indefeso que veio sem manual de instruções. Além disso, muitas outras mudanças vão acontecer na sua vida e na da sua família de agora em diante.

A amamentação

Na primeira semana, quando o recém-nascido e a mãe estão se adaptando à nova vida, o ideal é que o pequeno se alimente a cada três horas, em média. "Durante a noite, deve-se aguardar que o bebê se manifeste para mamar, mas com alguns dias de vida não é prudente deixá-lo sem se alimentar muito tempo", explica a pediatra Raquel Quiles, que atua nos hospitais Santa Catarina e 9 de Julho, em São Paulo. "Depois da primeira consulta, se ele estiver ganhando peso, é possível mudar essa conduta, de acordo com a orientação do pediatra."

Como dar o peito trata-se de um processo que pode gerar bastante ansiedade na mãe, é importante que ela esteja em um local calmo, sentada em uma posição bem confortável. O bebê não deve estar com roupas que possam incomodá-lo e deve ficar com o corpo voltado para a mãe, com a cabeça alinhada e braços e pernas livres.

"É importante que a mãe estimule o recém-nascido a mamar conversando com ele, mexendo nos pezinhos ou nas orelhinhas, tirando um pouco da roupinha etc. para evitar que ele durma durante o processo e logo tenha fome novamente", diz Raquel. "Se o bebê estiver urinando com frequência, é sinal de que ele está bem alimentado", esclarece a pediatra Maria Cristina Duarte, do Rio de Janeiro. "Mas, se mesmo assim houver dúvidas, converse com o pediatra ou procure um centro de aleitamento materno, que existe em muitos hospitais", sugere Natalia.

A troca de fraldas

"Ela deve acontecer sempre que o bebê urinar ou evacuar, o que ocorre no mínimo oito vezes a cada 24 horas", esclarece Raquel.

"Nesta fase, é normal que as fezes sejam pastosas ou quase líquidas, com uma cor que varia entre o amarelo e o verde", afirma a pediatra. "E pode acontecer de o pequeno fazer cocô menos vezes ao dia, mas o xixi deve estar sempre presente." Se isso não ocorrer, converse com o pediatra, pois o recém-nascido pode estar tendo dificuldade na amamentação.

No dia a dia, é indicado usar apenas um algodão embebido em água morna para fazer a limpeza do bebê. O lencinho umedecido só deve entrar em cena em ocasiões especiais. Se for menina, faça os movimentos de cima para baixo, indo da vagina em direção ao ânus. "Nos meninos, não se esqueça de abaixar o pênis antes de fechar a fralda, pois isso evita que ele faça xixi na própria barriga", ensina Natalia.




O sono

Contrariando as orientações dadas antigamente, hoje em dia é indicado que os bebês sejam colocados para dormir de barriga para cima, o que, segundo estudos, evita a morte súbita. "E não se preocupe com o risco de ele engasgar, pois o pequeno já nasce com um reflexo que o faz virar para o lado se vomitar ou regurgitar", assegura Natalia Turano.

"No início da vida, as crianças não têm ritmo regular para dormir. Mamam e adormecem várias vezes por dia e passam boa parte do tempo assim", diz Maria Cristina. "Por isso, é importante que a mãe respeite o tempo do filho, sem criar expectativas de que ele vai dormir a noite toda, por exemplo." O indicado é agasalhá-lo bem antes de colocá-lo no berço, mas tome cuidado para não exagerar e fazer com que ele passe calor durante a noite. Cheque se a roupa está bem confortável e se aperta nenhuma parte do corpinho do bebê.

A hora do banho

Em geral, o recém-nascido só precisa de um banho por dia, de preferência no horário mais quente. "O segundo pode acontecer se estiver muito calor, para ajudar a aliviar a cólica ou para fazer o pequeno relaxar, mas, nesse caso, deve-se utilizar somente água", diz Natalia.

A primeira ida ao pediatra

O ideal é fazer uma consulta pré-natal para conhecer o médico e já tirar algumas dúvidas. "Depois, peça uma visita do profissional à maternidade para que ele possa ver o bebê, conhecer a família e orientar a amamentação", recomenda Raquel.

Se tudo ocorreu dentro do esperado no parto, e não houve nenhuma recomendação especial depois que o recém-nascido foi examinado pela primeira vez, a visita ao consultório do pediatra deverá ser por volta do sétimo dia de vida. Prepare uma lista de observações e dúvidas durante a semana para não se esquecer de algo na hora da consulta. "Leve todo o histórico do nascimento, assim como os exames que já foram realizados, como o do pezinho, o da orelhinha e o do olhinho", diz Maria Cristina. Durante a conversa, conte ao médico como estão as evacuações, como e quanto o bebê urina, se há alterações de cor quando ele

O pequeno já pode receber visitas?

Se o convidado estiver saudável, ou seja, sem gripes, resfriados ou qualquer outro tipo de quadro infeccioso, não há contraindicação formal. Mas o ideal é que, nos primeiros dias de vida, as visitas sejam controladas, especialmente aquelas com as quais os pais não têm muita intimidade. "Trata-se de uma fase delicada, de muito cansaço, recuperação do parto, estabelecimento do aleitamento materno e adaptação da família à nova situação", pondera Maria Cristina. "É imprescindível que todos lavem bem as mãos antes de tocar no bebê e que ele não fique passando de colo em colo, o que pode acabar estressando-o", recomenda Raquel. "Aliás, o cuidado em relação ao contato do pequeno com outras pessoas deve acontecer até os 3 meses, período em que o sistema imune ainda é imaturo e ele fica mais suscetível a doenças", acrescenta a pediatra.